O Que a Sabedoria Medieval tem a Ensinar ao Homem Moderno

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O mundo contemporâneo enfrenta diversos dilemas nas mais diferentes áreas. Há um desconforto presente na maneira de conduzir a educação, como também no modo de compreender a relação entre ciência e religião. O excesso de positivismo jurídico relativiza intensamente o fundamento do Direito e a prática da justiça. A desconfiança perante tudo o que é universal e imutável produz uma obsessão pelo novo e, concomitantemente, uma primazia da ansiedade e da angústia.

Teriam os medievais algo a nos ensinar sobre esses problemas? Até que ponto o pensamento medieval pode oferecer elementos que ajudem o homem contemporâneo a enfrentar os seus dilemas?

Neste curso pretendemos explicitar alguns pontos da cosmovisão cristã medieval que poderão servir de luzeiros para compreendermos a realidade atual e, ao mesmo tempo, inspiração de como enfrentar nossos problemas.


Quem somos


Joel Gracioso
Joel Gracioso

Possui Mestrado e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo e Especialização em Teologia. Tem experiência no ensino de Filosofia e Teologia, com ênfase em História da Filosofia Medieval, Patrística, Ética, Antropologia Filosófica, Filosofia da Religião e Teologia Cristã Oriental. Estuda o final da Antiguidade e o Medievo, e suas relações com o pensamento contemporâneo.

É Membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Filosofia Medieval e da Société Internationale pour l’Étude de la Philosophie Médiévale. Coordena o Centro de Estudos Agostinianos que possui a maior Biblioteca sobre Santo Agostinho na América Latina. Faz parte também do Grupo de Trabalho: Filosofia na Idade Média da ANPOF.

Ademais, leciona na Faculdade São Bento de São Paulo, na qual é coordenador pedagógico do Curso de Filosofia e realiza, também, o Grupo de Pesquisa Fenomenologia e Cristianismo voltado ao pensamento de Karol Wojtyla. No Seminário Maria Mater Ecclesiae do Brasil em Itapecerica da Serra e no Instituto Superior de Filosofia Sede da Sabedoria na Diocese de Osasco.

Autor de livros e artigos nas áreas de Filosofia e Teologia, ministra cursos e palestras em todo o Brasil e no âmbito Internacional.


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Programação:

  • 1 - A harmonia entre fé e razão como superação de todo fideísmo e racionalismo.
    • A fé como um pensar com assentimento segundo Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino.
    • A pressuposição da razão no ato de crer.
    • Os aspectos em que a fé auxilia a razão.

  • 2 - A educação para a sabedoria e a santidade: um contraponto à instrução para o mercado ou para a ideologia política.
    • A tradição das artes liberais e sua recepção no mundo medieval cristão: o Trivium (a gramática, a dialética e a retórica) e o Quadrivium ( a aritmética, a geometria, a música e a astronomia).
    • A diferença entre Ciência e Sabedoria.
    • A importância das virtudes.
    • A educação para o bem, o belo e o verdadeiro absoluto.

  • 3 - A ética e sua relação com o Direito Natural como remédio para o excesso do positivismo jurídico.
    • A metafísica como fundamento da ética.
    • A Lei Natural e o Direito Natural.

  • 4 - A estética medieval: a investigação sobre o belo e a confusão contemporânea.
    • A recepção dos clássicos no mundo medieval.
    • A relação entre beleza e ordem.
    • O belo como proporção, harmonia e integridade.

Perguntas frequentes


A Idade Média, muitas vezes, é vista como o período das Trevas e das superstições. Teria essa época algo a nos ensinar?
Sim. Esse rótulo mostra o desconhecimento que se tem do mundo medieval pois foi nele que surgiram as Universidades e tantas outras coisas que expressão do espírito humano.
O que seria uma educação clássica cristã?
É uma educação para a verdadeira liberdade pois leva o ser humano a buscar a verdade, o bem e belo absoluto como seu fim último.
O belo e a verdade são coisas relativas?
Não. Seria uma contradição essa afirmação, pois ao afirmar que a verdade é relativa, já está se afirmando algo absoluto.